Pressentindo os Ventos da mudança

Sabe quando parece estar tudo bem e alguém, lá no fundão da sala, diz que esse negócio vai dar merda? Pois é, esse alguém tem grandes chances de ser um nativo de Escorpião.

Esse pode ser também o caso quando todo mundo parece não conseguir resolver um problema, o sujeito vem, senta e diz para todos esperarem. Dez minutos depois, ele se levanta e, de pronto, dá uma ideia. Tudo dá certo, quase que por mágica.

Muitas vezes, aquela pessoa é acusada de ser um pessimista, portador de olho gordo, que tem o pé frio e o dedo podre, ou diz-se que ela apenas tem mais sorte do que juízo. Indivíduos em volta dela reconhecem sua estrela, mas a maioria olha para ele com desconfiança, já que ele prefere não ficar no centro do picadeiro. Faz o que tem de fazer e volta ao seu lugar de costume.

Escorpião detém uma habilidade incomum de perceber os ventos da mudança no ambiente pesado de uma situação, ao longo de uma dada sequência de fatos. Mesmo em meio à calma, na ausência de elementos importantes, ele percebe quando algo está para acontecer. Muitas vezes, nem sabe dizer o que é, ficando somente com aquela sensação de inquietação ou de que uma corrente elétrica está a percorrer sua pele.

Como vê as pessoas imersas em seus pequenos dramas pessoais, metidas ou em futilidades ou fazendo tempestades a partir de goteiras do teto, prefere observar e não falar além do limite da comodidade. Como o carteiro Jayminho, do seriado Chaves, procura “evitar a fadiga”. Leva muito a sério o conselho de Jesus que recomenda não lançarmos “pérolas aos porcos”. Na verdade, nem toca na lavagem dos porcos. Deixa-os, observando, à distância, as vãs tentativas alheias de disfarçar o que está estampado nas testas. Muitos falam ao seu redor. Uns fingem que fazem o bem, outros fingem que acreditam na boa intenção do suposto bem que lhes é feito.

Escorpião muda a cena porque não acha que faz o bem, nem finge acreditar em fábulas humanas. Isso cria uma distonia entre ele e os outros que, não demora muito, fica evidente, tornando-os quase sempre elementos indesejáveis e, aos olhos das massas, não confiáveis.

Ele faz o que tem de ser feito e crê apenas em seu instinto. Nem sempre dizer a Verdade é uma atitude revolucionária. Às vezes, o que o Mundo precisa é apenas tomar do seu fel de cada dia e um pouco de vergonha na cara. Ele deixa os ‘profanos’ tomarem o fel, para o bem de cada um deles. Ou o veneno ou o fel. Cada um pode escolher o que vai tomar, mas o carrasco já se sabe quem pode ser.

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